sexta-feira, 27 de maio de 2011

À beira do abismo...

Já não há muito tempo para poder tomar opções. Portugal caminha, sem aplelo nem agravo, para uma situação como nunca existiu neste país, pelo menos nos últimos 100 anos. Uma vez mais, forças com a mesma origem arrastaram este país para o fundodando ao povo português a ilusão de que conseguiria viver em democracia. A democracia, antes de mais, é parte de uma cultura que tem de ser ensinada desde que se sai do berço. Começa na civilidade, vai progredindo pela responsabilidade, e em grande medida é uma consequência da idade. É preciso saber viver, saber partilhar muito mais do que uma fé clubista ou uma fé religiosa. Viver é sobretudo praticar o que se acha que é correcto. Não é dizer o que se deve fazer e depois assobiar para o lado e fazer exactamente o contrário. Nunca acreditei nas pereiras que dão laranjas, nem nas macieiras que dão cerejas. Houve quem me tentasse explicar que ás vezes as pereiras realmente dão frutos muito parecidos com laranjas, mas têm uma cor esverdeada e sabem a pêra. Pode-se dar ás coisas o nome que se queira, mas não é por essa razão que elas passam a ser o que não são. Eu sempre me habituei a sdaborear peras que sabem a pera, e laranjas que sabem a laranja. O contrário é anti-natural. Tão anti-natural como me quererem convencer que um casal de dois homens, ou de duas mulheres é um casal tão natural como um de dois membros de sexo diferente. Podem dizer o que quizerem, mas não é. Usem os argumentos mais rebuscados mas a verdade irá sempre subsistir ao que me querem fazer acreditar. Apetece-me dizer como o poeta: " não sei para onde vou; não sei por onde vou, só sei que não vou por aí".

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Porquê "O País" ?

Porque é naturalmente o meu jornal de referência. Não certamente com este nome mas, de todos os jornais europeus que costumo ler o "El País", que religiosamente compro ao Domingo, na edição papel, e leio todos os outros dias na web é talvez dos mais equilibrados que conheço. Porém, tal como num bom vinho o equilíbrio entre madeira, fruta e tempo é essencial, assim num jornal, sensatez, verdade, inovação e criatividade têm de estar na proporção certa, para ser excelente.

Naturalmente que nem todos os números de "El País" são assim tão equilibrados, mas tem uma característica que dificilmente se encontra nos jornais diários portugueses: nunca houve nenhum numero em que eu não tivesse aprendido qualquer coisa. Para um homem de perto de 70 anos, é obra !

Em qualquer dia, semana ou fim de semana,olhe-se para a primeira página dos jornais portugueses de maior circulação: 90% são as mesmas notícias com comentários muito parecidos. Dá a impressão que toda a gente bebe a notícia na mesma fonte e depois engole-a na medida das suas convicções. Mas geralmente é basicamente um copy/paste das agências noticiosas estrangeiras. Se eu quero saber as últimas, o jornal, por muito que tente não conseguirá bater a TV e a Rádio pois estas podem impor mais ou menos dramatismo no que pretendem transmitir. O jornal é diferente. Escolhe, analisa e quando bem feito dá ao leitor ou vários caminhos ou opções diferentes que, ao esclarecê-lo, vão também obrigá-lo a pensar.

Acho que neste particular, um jornal bem feito é sobretudo o que educa sem impor, e que falta que nos faz um pouco de educação. A todos os níveis...